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terça-feira, 19 de setembro de 2017

FAIR PLAY



Final de Copa do Mundo. Brasil x Argentina, pela primeira vez na história.
Estádio lotado. Arquibancadas fervendo de tensão.
O Brasil vence por um a zero ao final do segundo tempo.
O relógio está quase parando. O tempo escorre a passo de tartaruga.
O Brasil vence. Mas quem domina o jogo é o rival.
Vem para cima dos canarinhos como um rolo compressor. Bolas na trave. O goleiro tupiniquim faz um milagre atrás do outro.
Tensão. Desde o início do segundo tempo, o Brasil leva um sufoco histórico, encurralado em seu próprio campo.
Quarenta e um minutos da etapa final, e o zagueiro brasileiro derruba o principal atacante platino dentro da sua área.
O juiz, convicto, manda seguir o jogo. Não apita a penalidade.
O zagueiro, no entanto, chama o árbitro e confessa que realmente derrubou o adversário.
"Foi pênalti, sim. Pode marcar", garante ele. E a torcida amarelinha presente no estádio aplaude o fair play.
Bola na marca da cal. O dez argentino bate com categoria, sem chances para o arqueiro.
Um a um.
Recomeça o jogo, com os brasileiros desorientados.
A vitória histórica parece haver escapado.
Na prorrogação, os brasileiros serão engolidos pelos argentinos, que vêm jogando muito melhor. Até o líder do time está assustado.
Quarenta e seis minutos do segundo tempo. Começam os chutões em direção à área adversária. Sem nenhum objetivo, sem nenhuma tática.
Quarenta e sete.
Os rivais tocam a bola, tranquilos, aguardando a prorrogação.
Quarenta e oito minutos. Última volta do ponteiro, como diziam os antigos narradores do rádio.
O Brasil não tem mais pernas, comentam todos. Não tem mais jeito. Chuveirinho desesperado na área argentina.
Último ataque brasileiro. Na verdade, um contra-ataque. De-ses-pe-ra-do. Bola na área da Argentina.
Ela sobe, sobe muito alto, faz uma curva caprichosa e vai caindo, traiçoeira, fora do alcance do goleiro.
O centroavante auriverde invade a área, ganha do zagueiro na corrida, reúne todas as suas forças e se joga de encontro à bola.
Quase em cima da linha do gol, a bola bate em seu braço e entra.
Gol do Brasil. Os argentinos reclamam, inconformados. Foi gol de mão!
Mas o árbitro, soberano nas decisões, aponta o centro do campo.
Dois a um.
Não há tempo para mais nada.
O juiz apita o final da partida.
Brasil campeão do mundo. Em cima da Argentina.
Porém, há algo errado.
Nas arquibancadas, ninguém comemora.
O argentinos, porque perderam a Copa.
Os brasileiros, porque venceram com um gol de mão.
Em todo o país, as emissoras se calam. Jornalistas em silêncio, constrangidos pela falta de fair play do atacante brasileiro. Locutores, apresentadores, comentaristas, narradores, analistas, ex-jogadores, todos estão envergonhados. Ninguém sabe o que dizer.
"Onde já se viu? Que absurdo! Que falta de honestidade!"
"É um verdadeiro bandido! Um marginal! Um corrupto!"
"Ladrão! Uma desonra para a pátria!"
"Que vergonha! O que o mundo vai pensar de nós?"
A equipe brasileira se retira para os vestiários cabisbaixa, sem comemorar.
Apenas o zagueiro brasileiro que pediu o pênalti será recebido no país como herói da nação.
O país até se esquece que acabou de se sagrar hexacampeão do mundo, justo em cima da Argentina.
Um torcedor anônimo sai às ruas em uma capital do sul, gritando: "Ganhar roubado da Argentina é muito melhor!".
Quase é linchado. Se a polícia não tivesse chegado a tempo...
No Palácio do Planalto, o presidente brasileiro se prepara para pedir desculpas ao seu colega platino.
Sua voz até falha ao repassar mais uma vez o discurso.
"Como é que isso podia ter acontecido? É inadmissível!"
Justo num país que sempre foi tão rigoroso com a ética! Com o fair play...!
Ainda bem que não somos daquelas nações que sacrificam criminosos em praça pública.
Caso contrário... aquele maldito centroavante verde-e-amarelo não viveria para contar a história.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Detetives renascidos

     A literatura policial acaba de perder uma autora do nível de P. D. James, uma das notórias damas do crime (ao lado da imortal Agatha Christie, de Ruth Rendell e outras grandes escritoras do gênero) nesta última semana, ao mesmo tempo em que vê nascer outra grande tendência nessa mesma área: a continuidade de personagens, já elevados ao olimpo reservado aos heróis imortais da literatura. Falo de dois detetives inesquecíveis: o inglês Sherlock Holmes e o belga Hercule Poirot.
      Mesmo quem não leu uma novela policial em toda a vida provavelmente sabe da existência dessas personagens. O primeiro, criação original do escocês, Sir Arthur Conan Doyle, teve seu nome associado ao sinônimo de sagacidade. Foi inspirado em um professor do curso que Doyle frequentava, se não me engano medicina. Não precisaria, mas ele está de volta no romance "A casa da seda". Foram necessários muitos anos até que os herdeiros do autor autorizassem mais um retorno (dentre tantos outros, concretizados pelo próprio Doyle), aceitando que o fosse pela pena de outro escritor. O autor da proeza é Anthony Horowitz.
     O livro é muito bem escrito e a história é até certo ponto original (sem spoilers, por favor...). Porém, causa muita estranheza saber que não é mais Conan Doyle quem assina o texto. Não se sabe até que ponto é uma rejeição inconsciente, ou um real afastamento do estilo original do criador de Holmes.
      Empreitada bem mais difícil esperava Sophie Hannah, ao escrever uma aventura de Hercule Poirot. Por quê? Acho que a explicação é igualmente deslizante. Poirot é provavelmente mais lido atualmente do que Sherlock pelos aficcionados do gênero. Mas ao mesmo tempo, Sherlock é onipresente: filmes, histórias em quadrinhos, jogos de tabuleiro, e pastiches... Já assumiu, portanto, mil e uma variações. Até Disney criou certa vez um tal Berloque Gomes. Mas Poirot, não. Exceto por alguns filmes e por uma série da TV inglesa, sua vida e seu universo estão nos livros de Agatha Christie. Ou seja, nas palavras. E é nesse terreno que Sophie Hannah precisa superar seu desafio. Além disso, Poirot é mais cerebral do que Sherlock e - perdão pelo sacrilégio - até certo ponto, mais sutil. A tarefa, portanto, parece ser mais difícil. E no entanto, a leitura de "Os crimes do monograma" também vale a pena para aqueles que - como eu - não conseguem ficar por muito tempo distantes de uma boa história de detetives.
       The question is: qual será o próximo grande detetive a ressurgir pela pena de outro talentoso autor? O comissário Maigret, de Georges Simenon? Philip Marlowe? Sam Spade? Ou o briguento mas irresistível Lew Archer?
       Façam suas apostas, cavalheiros!
   
   

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Futebol que não acaba mais...

Noite de sexta-feira. Enquanto me recupero de uma pequena cirurgia na boca, resolvi navegar um pouco na web. Quase todos os sites falam a respeito dos campeonatos em andamento. A Libertadores vai se afunilando. A Copa do Brasil já está só por quatro sobreviventes (Santos, Grêmio, Vitória e o surpreendente Atlético Goianense). E a Copa do Mundo está aí, agigantando-se aos nossos olhos. As copas européias também estão às portas da decisão...
Além disso, amanhã começa a série A do Brasileirão.
Então, o que mais faltava?
Pois não é que ainda tinha mais bola pra rolar?
Na série B, a briga está começando hoje. Bahia, Portuguesa, América de Minas, Vila Nova, Bragantino, Ponte Preta... todos estão em campo, em quatro jogos. Isso para falar apenas dos times de tradição.
É, acho que depois da Copa não vamos poder nem ouvir falar em futebol...

terça-feira, 27 de abril de 2010

A guerra dos Tablets

Pois é. Estava demorando mesmo para acontecer. A ASUS anunciou que vai colocar no mercado um tablet (Eee Pad) para concorrer com o iPad, da Grande Maçã, a febre do momento. Ninguém fica indiferente ao novo brinquedo da Apple: ou ama ou odeia. Mas parece que a tendência veio mesmo para ficar. E antes que iPad vire sinônimo de tablet... apareceu um pequeno rival para participar da brincadeira. O preço anunciado? os mesmos U$ 500 do modelo mais barato do iPad (16 GB). Porém, a configuração do novo participante da briga ainda não foi difundida...
Será que a coisa pegou mesmo...?

domingo, 7 de março de 2010

Envergonhado

Seria uma boa frase da semana, se não fosse a do ano. Ou talvez da década. Pois não é que o nosso pobre e saudoso ex-governador Joaquim Roriz ficou envergonhado com os escândalos envolvendo o atual governo do DF, e alguns parlamentares das nossas paragens? Verdade! Quem quiser duvidar, que leia novamente:
"É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha." Poxa, mas esse nosso Arruda é mesmo porreta. Mexeu até mesmo com os brios do nosso já tão abalado ex-governador... Imaginem, ele, que há não muito tempo precisou até mesmo renunciar ao seu mandato, agora passar por uma vergonha dessas?!
Isso não se faz, doutor Arruda!
Fico imaginando nosso bom e tão comovido ex-governador, ex-senador e tudo o mais, chegando às lágrimas com a vergonha da corrupção, do mar de lama, da desfaçatez, das improbidades administrativas...
Logo nosso Roriz, tão... distante de tudo isso! Logo ele será forçado a repetir a frase indignada que proferiu em seu discurso de despedida na tribuna do Senado: "Em que tempos nós estamos!".
Como já dizia Cícero, em outro Senado há cerca de dois mil anos de distância (mas como soa atual...!) : "O tempora! O mores!".

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

GRAFITTI



O poema abaixo, de autoria de Paulo Leminski, foi grafitado numa parada de ônibus da Asa Norte, aqui em Brasília. Ninguém pode duvidar do bom gosto e do espírito de luta do autor (da obra visual). Quanto ao saudoso Leminski, esse dispensa comentários...

Cansei da palavra polida
por anjos de cara pálida
palmeiras batendo palmas
ao passarem paradas.

Agora eu quero a pedrada
chuva de pedra palavras
distribuindo pauladas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Leituras de final de ano


Por uma dessas razões imponderáveis da vida, em meio a tantas correrias de final de ano, consegui ler alguma coisa interessante. Por exemplo, outro livro do John Fante, de quem havia apreciado o "1933 foi um ano ruim" (vide comentário no arquivo de posts anteriores). Desta vez foi "Pergunte ao pó", publicado em vida (se não me engano, a edição de 1933 é póstuma). Tido como seu principal livro, ele soa denso e nervoso, às vezes quase brutal. Porém, parece ter um ritmo espontâneo, não marcado previamente, não estudado. Os episódios vão se sucedendo dentro de uma trama banal, que acompanha o candidato a escritor Arturo Bandini (protagonista também em outro livro) em uma desastrada evolução (ou não...) na busca da realização profissional e amorosa.
No início, temos a impressão de que a história não quer engrenar. Episódios banais, mesmo os primeiros desencontros com a garçonete mexicana Camilla, soam artificiais e fora do tom. Depois, vai ganhando intensidade, e nos flagramos acompanhando o destino das personagens. Bukovski dizia que Fante era (é) um escritor que não tem medo das emoções. O livro parece confirmar isso, em seu estilo irregular de narrativa e escrita. Ao final, deixa um gosto amargo na boca do leitor. Afinal, o que restou além da loucura e da miséria das personagens...?
Depois, fui conhecer o lançamento do Veríssimo, "Os Espiões". Incrível como, para nosso deleite, sua maneira de escrever textos mais longos vai se cristalizando. Eu o li depois de uma aventura não tão bem sucedida com "A décima segunda noite", uma comédia inspirada em Shakespeare ("Noite de Reis"), onde o narrador é um papagaio que conhece Flaubert e cita o próprio autor de "Romeu e Julieta", mora em Paris e está a caminho da morte.
O livro mais recente, no entanto, é leve e tem um ritmo delicioso. A trama, muito engraçada, fisga o leitor desde a primeira página, a exemplo dos policiais, e de seus primos mais distantes, os romances de espionagem. Um mau-humorado e etílico funcionário de uma pequena editora recebe uma correspondência misteriosa, de uma candidata a escritora que está escrevendo sobre sua própria vida. E no final, promete suicidar-se. Mora em uma cidade pequena e desconhecida, no interior do Rio Grande. Obviamente, o protagonista e seus amigos irão se envolver com a situação e encetar uma desastrada aventura rumo à cidadezinha de Frondosa e seus malucos habitantes.
Bem, já valeu o dezembro...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tugas, Franceses e Eslovenos vão à Copa


Ontem foi fechado o grupo de países que irão à Copa da África do Sul. A gente acaba torcendo por este ou por aquele país, devido àquelas nossas paixões encalacradas e simpatias menos explícitas. Torci pela pequena  Eslovênia contra a gigante Rússia. Os surpreendentes eslovenos foram os corajosos pioneiros na separação da Iugoslávia. Adoram futebol. Tanto que o primeiro-ministro, cumprindo promessa, engraxou as chuteiras dos seus heróis ainda no vestiário. O que classificou o país, na verdade, foi o gol marcado no jogo de ida, na casa do inimigo. E assim, essa geração eslovena vai criando uma tradição para o país.
Teremos um companheiro de língua portuguesa na Copa, os Tugas, d´Além-mar. Mas confesso que apesar da irmandade e dos três ex-corintianos na seleção (Deco, Liedson e Pepe), torci para a Bósnia. Foi o país que mais sofreu no mesmo conflito iugoslavo. Além disso, tem uma equipe rápida e com um ataque forte. Faltou ali o Ibrahimovic, que desde algum tempo optou por jogar com os suecos, que também ficaram fora da Copa.
O Uruguai, ex-campeão, conseguiu passar pela repescagem. Ótimo para o prestígio da nossa América do Sul no esporte.
E eu, claro, não iria torcer pelos nossos carrascos franceses. A Irlanda é um time valente e muito mais simpático. Porém, em Paris, a França tratou de usar o garfo para carimbar o passaporte. Na foto acima pode-se ver a mão enorme do Henry conduzindo a pelota, para a vista grossa do árbitro. É por isso que, da mesma maneira que eu defendo pontos corridos para os grandes campeonatos regionais e estatudais (mata-matas só em copas, jamais em campeonatos), eu clamo por ARBITRAGEM ELETRÔNICA. Chega de Simons, Aragões e Zé Aparecidos, que ditam o resultado de jogos e campeonatos.
Por último, a Grécia conquistou sua vaga heroicamente, jogando com chuva e a cinco graus abaixo de zero em Donetsk, na Ucrânia. E vencendo na casa do inimigo.
É, essa Copa promete...

sábado, 17 de outubro de 2009

Frase da semana

"Que la chupen todos y sigan chupando!"
(Don Diego Armando Maradona, sin perder la ternura jamás...)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Netscape faz 15 anos!

Quase escorrego naquele velho clichê: Parece até que foi ontem! Grande parte da moçada da minha geração conheceu a internet através dele. O velho e simpático Netscape, da Mosaic. Verdade que pouco depois, lá estava o Internet Explorer, na sua cola, azucrinando o pioneiro e líder. E ele resistiu bravamente, por uns bons anos, ao poder de fogo e à estratégia pesada de Mr. Gates.
Mas aí está: a data foi lembrada pela revista PC World, conforme abaixo:

O primeiro navegador web comercial disponível para usuários de PC em forma comercial foi lançado a 15 anos, no dia 13 de outubro de 1994. O Mosaic Netscape 0.9 introduziu uma forma totalmente diferente de os usuários terem acesso à web e serviu de base para uma ampla e rápida evolução na internet.

Quem de nós não se lembra do logotipo com o "N" em verde-azulado? E o timaozinho? Atenção, eu disse timãozinho, e não Glorioso Timão, com "T". Bem, mas essa é outra história, mais própria para a tag de esportes.
Como diria o Galvão Bueno, "tudo começou com ele...". E vamos lá: Parabéns pra você! Nesta data querida... Pena que entre nós, só seus primos, o Mozila e o Firefox aparecem para comemorar.

domingo, 4 de outubro de 2009

Bilhete ao Mano

Meu caro twitteiro Mano Menezes,
Tomo a liberdade de lhe escrever estas mal-traçadas linhas, que você provavelmente nunca lerá, mas que estão carregadas do sentimento de decepção. Não com você, nem com o time que está tentando reconstituir. Mas com o atual momento. Desta vez, quem jogou a toalha fui eu, como torcedor. Se fosse um paulista fanático, não estaria tão triste, porque vejo que a supremacia paulista dos últimos Brasileirões não deve ser abalada. Conosco fora da briga, deve dar Palmeiras ou, em caso de desastre, São Paulo. Pois é, os caras correm o risco de ser heptacampeões.
Aliás, este domingo triste e chuvoso tem tudo a ver com o acontecido. O Rubinho também deve ter jogado a toalha, ele que - também - é tão corintiano.
Como sou mano do Mano, tomo a liberdade de lhe fazer uma confidência: como o Douglas era importante, para o time, hein?
Era daquele tipo de jogador que a gente só percebe que era importante depois que sai do time.
Dos três craques que foram embora este ano, ele era taticamente o mais importante. O futebol está cheio de exemplos assim. Jogador que não aparece muito em campo, e por isso mesmo, o time cai de produção quando ele fica ausente. E a relação entre uma coisa e outra sem sempre fica clara.
Mas foi a saída dele que desmontou o Corínthians, para alegria dos adversários.
Com ele, o Ronaldo jogava lá na frente, tranquilo, porque uma hora ou outra, as bolas chegavam nela.
Dentinho e Jorge Henrique ficavam à vontade nos espaços laterais do campo, pois sabiam que para receberem um lançamento redondo era só questão de tempo.
Por mais que o Douglas parecesse jogar parado.
Por mais que ele parecesse estar desligado em campo.
Por mais que ele fosse fraco na marcação. E ainda errasse passes.
É que, mais do que armar o jogo, enfiar bolas para os atacantes ou melhorar o toque de bola, ele dava cadência ao time.
Por isso, não adianta a explosão do Edno ou a velocidade do De Federico. O Corínthians parece estar se perdendo justamente na velocidade descontrolada. Começamos partindo para cima do Goiás e do Atlético Paranaense, e não deu certo. Eles se trancaram na defesa, e exploraram nosso 4-3-3 em forma de contra-ataques. Mataram o Timão. Já contra o Coritiba e o São Paulo, quando fomos mais cautelosos, o desastre não foi tão grande. Aliás, contra o São Paulo, a mãozinha do juíz ajudou um pouquinho, né...?
Mas é isso.
Mano, quando deixamos o Douglas ir embora, não sabíamos a besteira que estávamos fazendo. Ganhamos tudo no primeiro semestre. Mas depois... arre!
No entanto, se o Edno ou o De Federico tiverem o feeling, o tempo de bola do Douglas, a cadência que ilude a marcação do inimigo, estaremos começando a reencontrar o caminho certo. O caminho para 2010.
Um abraço, boa sorte e saudações corintianas.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Frase da semana

Como dizia o saudoso e venerável Barão de Itararé:
De onde menos se espera, daí é que não sai nada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Teoria conspiratória

No esporte, nem sempre as coisas são claras e cristalinas. No futebol, muito menos. Sabe aqueles caras armados que invadiram o vestiário da Portuguesa outro dia, ocasionando a saída do técnico Renê Simões e do jogador Edno, a estrela do time?
Pois bem. Muita gente acha que seriam torcedores da Lusa, exaltados, inconformados pela má campanha do time, que queriam chegar às vias (balísticas) de fato.
Mas não.
Agora, depois de uma cadeia de raciocínios complexos, podemos deduzir o que estava por trás de tudo.
Para onde o Edno foi?
Para o Timão.
Logo, aqueles (agora sim) simpáticos senhores, sabendo que o time do Parque São Jorge estava carente de um ala veloz e eficiente pela esquerda depois da saída do André Santos, decidiram colaborar pacificamente para resolver a situação.
Sem uma gota de sangue derramado.
Simples assim.

domingo, 13 de setembro de 2009

Frase da semana

Entre Robinho e Rubinho, prefira o segundo...

sábado, 15 de agosto de 2009

Crunchpad

Se olharmos um notebook de apenas oito ou dez anos atrás, ele irá parecer um dinossauro. Vejam agora a última novidade, de acordo com o site IDGnow:

TechCrunch CrunchPad : O notebook voltado ao acesso à internet parece ser o próximo estágio de evolução no mercado de PCs portáteis. O blog de tecnologia TechCrunch mostrou, em junho, o design final do CrunchPad, um tablet simples que deverá custar cerca de 200 dólares. O protótipo do tablet tem 18mm de espessura e tela de 12 polegadas, é feito de alumínio e usa o chip Atom.

Legal, né? Pois então aguardem mais um pouquinho para comprar o próximo brinquedo...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frase (e cartum) do dia


Esta pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Colaboração do meu primo Domingos Segatto Jr., de Itapetininga, SP.