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segunda-feira, 6 de julho de 2009

O mundo das maçãs


Certamente nenhuma outra nação, em toda a história da humanidade, produziu mais marcas e logotipos do que os Estados Unidos. McDonald's, Ford, GM, GE, IBM, WalMart, Microsoft etc, etc. Sem falar no cinema, que é uma usina de fabricar marcas, referências culturais e comerciais, e na música.
Porém, com a indústria automobilística americana balançando, a McDonald's sendo alvo de tantas críticas dos inimigos do fast food, e as outras marcas sofrendo com a concorrência na arena de um mundo globalizado, eu diria que a marca americana hoje mais forte, unânime e bem-recebida, é a silhueta de uma pequena maçã verde, já mordida.
A Apple.
Apesar de seus preços nada populares, os objetos do desejo da Apple estão presentes no mundo todo. Adorados, cultuados. Não, não estou falando disso porque tenho um exemplar. Acho que, na verdade, não tenho nada do fabricante, a não ser um programa instalado no micro. Mas o mundo está povoado de iPods, iPhones, iMacs, MacBooks... Caros, exclusivos, com arquitetura tecnológica fechada, às vezes trazendo uma configuração espartana em relação aos pródigos concorrentes, que oferecem mais programas, mais HD, mais memória, por um preço bem mais próximo do nosso bolso.
Mas sofisticados, agradáveis, arrojados. Respeitados, acima de tudo.
E sempre defendidos com unhas e dentes por seus usuários fanáticos. No mundo todo.
Que mais uma marca pode querer?
A Apple é hoje a grande marca americana para o mundo.

P.S. O título, eu tomei emprestado do homônimo do livro de contos do escritor americano John Cheever, que, desde já, está recomendado aos amantes da boa literatura.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ingredientes de uma festa alvinegra


Foi uma noite corintiana em Porto Alegre. Uma noite de um time que soube enfrentar o caldeirão do Beira-Rio, onde o dono da casa ainda não havia perdido este ano. Foi noite alvinegra, de Ronaldo, de Douglas, de Dentinho.
Teve a raça do Alessandro. A liderança do William. O talento do Douglas e do Chicão.
Teve o brilho costumeiro da dupla Elias e Christian, anulando a armação de D'Alessandro e do meio-campo inimigo. E a elasticidade do Felipe, mais uma vez salvando a meta em momentos decisivos.
E a categoria do André Santos.
Teve a inteliz campanha do presidente colorado, Fernando Carvalho, brandindo um DVD que só fez mesmo mexer com os brios do adversário.
Um árbitro jovem, tido como inexperiente, passou pelo batismo de fogo e surpreendeu pelo equilíbrio em meio ao clima de guerra criado no Beira-Rio.
Ameaças e acusações.
Há muito o que falar, mas a imprensa se encarrega disso. Da festa. Dos comentários. Das declarações e previsões para o futuro.
O Corínthians é o maior vencedor da Copa do Brasil dentre os paulistas.
É o único clube brasileiro garantido na Libertadores de 2010, ano do seu centenário. Ao contrário do rival da decisão, que venceu inúmeras decisões nos últimos anos, mas não conseguir ir ao torneio continental no ano do seu centenário.
São três títulos corintianos este ano: Copa São Paulo de Juniores, Campeonato Paulista e Copa do Brasil.
O técnico Mano Menezes mereceria uma análise à parte. Sabe, como ninguém no país atualmente, montar um time vencedor. Como montar um projeto sério e consistente, com administração e planejamento.
O Corínthians saiu estraçalhado de 2007. Em 2009 é apontado como um dos favoritos para o Brasileirão. A conquista da série B não tem valor? O Vasco que o diga...
Mas tem uma figura que veio se agigantando nos últimos jogos do fatídico mata-mata da Copa do Brasil. Chama-se Jorge Henrique. Baixinho, 1,69 de altura, é um perigo quando surge na área, cabeceando contra a meta inimiga. Corre o tempo todo. É leve, ágil, solidário. Marca o adversário quando seu time não tem a bola. Quando avança pelas laterais ou pela meia, leva velocidade e qualidade ao ataque.
Mas não é estrela. É um pequeno guerreiro.
Emocionou-se ao final do jogo. Sua conquista particular é tão importante quando a do seu time. Menino pobre, passou dificuldades. Perdeu o pai na infância. Foi criado pela tia. Venceu a vida e venceu no futebol. Driblou as necessidades, como tantos craques anônimos no interior deste país.
Para mim, é a personagem que simboliza esta campanha do Corínthians na Copa do Brasil. Sua arte, feita de humildade e surpresa.
Jorge Henrique, e seus gols decisivos. Hoje, símbolo da própria alma alvinegra numa noite de guerra e festa.

sábado, 27 de junho de 2009

Adeus, seleção! Adeus...?

O grande objetivo que motiva Ronaldo, o Fenômeno, a treinar, a perder peso (ou tentar...) e a jogar num clube brasileiro é a possibilidade de voltar à seleção e disputar mais uma copa. Dessa maneira, poderia ampliar ainda mais sua vantagem em relação aos demais goleadores das copas do mundo. E entrar de vez para o panteão dos ídolos ao lado de Zidane, Cruijf, Müller, Pelé, Garrincha, Puskas e outros.
Jogou todas as suas fichas no Corínthians que, embora popular e vencedor, acabava de voltar da série B. Já foi campeão paulista (não se pode dizer que um torneio que reúne Palmeiras, Santos e São Paulo seja de pouca importância) e é finalista da Copa do Brasil. Não é pouca coisa. O restante da equipe lhe dá suporte: uma boa defesa, um meio-de-campo consistente e um ataque rápido. Tudo de que um bom artilheiro precisa.
Os gols não têm saído na quantidade sonhada, mas aparecem nos momentos mais decisivos. Naqueles momentos em que um gol às vezes vale por dois ou três. É com essa expectativa que o "Gordinho" viaja para Porto Alegre, para a decisão contra o Inter. Um gol e a conquista, seriam a glória. Uma má atuação com a perda do título, um inferno.
A questão não é só essa. É a terrível concorrência na seleção. Estará entre os quatro atacantes? Ninguém sabe o que será da carreira e da motivação do Ronaldo caso não esteja entre os atacantes escolhidos por Dunga. E como justificar a sua convocação quando Luis Fabiano vem voando baixo, Grafite brilha no futebol alemão, Alexandre Pato (apesar de estar em ponto morto) é uma alternativa forte, Keirrisson aposta em sua carreira internacional, Fred e Adriano sonham com um renascimento nos estádios brasileiros...
É, decididamente, o Gordinho não está tendo vida fácil.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Utilidade Pública

Acabo de ouvir no rádio do carro uma informação que pode mudar minha vida. O famoso prato chamado escondidinho, que até então se pensava ser de origem pernambucana, na verdade é carioca. E surgiu de um erro na receita. Num concurso de gastronomia, a chef tentou fazer um Vaca Atolada e saiu algo, digamos... um pouquinho diferente. Não se sabe se o nome foi porque num primeiro momento a autora ficou escondidinha, com vergonha, mas depois a receita errada acabou fazendo o maior sucesso.
O mesmo locutor informa que num restaurante do Pontão do Lago Sul estão servindo o prato numa versão frutos do mar, à razão de módicos (?!) sessenta reais por cabeça. Bebidas à parte.

Ovo de Galo



Homenagem ao líder do Brasileirão (até agora), embora eu não seja atleticano...

Graças do fino traço do André. Veja essas e outras charges no link http://crabjelly.zip.net/

sábado, 30 de maio de 2009

Zé Rodrix

Ainda não caiu a ficha. Por isso, demorei alguns dias para escrever alguma coisa sobre ele aqui.
Que dizer de Zé Rodrix? Ele, que era cantor, músico, escritor, compositor, produtor musical, cozinheiro amardor e homem de tantos outros instrumentos? Ele que imortalizou tantas canções dentro e fora do trio Sá, Rodrix e Guarabira?
O Zé Rodrix ultraprodutivo...
O Zé do Joelho de Porco.
O da "Primeira Canção da Estrada".
Eu me lembro dele cantando um tema de novela antiquíssima do horário das dez da Globo, a "Lucia Esparadrapo". E também estourando com "Soy latino-americano". Não cabe num post. Não cabe num blog inteiro.
Zé Rodrix era também publicitário. Incrível, né?
Aí, depois da sua morte (tão prematura), a imprensa divulgou um fato a seu respeito, que eu nem imaginava. Não num país que valoriza tão pouco os empreendimentos culturais, obrigando os artistas a fazer malabarismos para conseguir verbas e patrocínios para seus projetos.
Ao saber que um seu projeto seria montado graças à verba vinda de um órgão público, ele recusou-se a concretizar o projeto e jogou tudo pro alto. Disse: "não é justo que o dinheiro vindo de todos vá bancar a aventura de alguns...", algo por aí. Coragem e honestidade. Para poucos.
Esse era o Zé Rodrix.
O Zé Rodrix do "Zeppelin". Do "Mestre Jonas".
"Ama teu vizinho como a ti mesmo"...
O Zé da "Casa no campo". Tão bonita que dá vontade de transcrever a letra inteirinha aqui, neste espaço. Mas não precisa. É só pesquisar na internet.
O Zé Rodrix dos rocks rurais.
Mas que não teve receio das críticas ao desmistificar a "Casa no Campo", hino de toda uma geração (perdão pelo lugar-comum) e reescreveu-a para um jingle.
O Zé de tantos outros jingles desconhecidos do público.
De tanto mais, de tantos trabalhos, facetas, artes e ofícios. Que nem cabem numa só vida. Mas ele conseguiu.
Imagine se vai caber num blog então... ?
E eu, só queria uma casa no campo. Só isso bastava. Descanse em paz, Zé!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Reforma ortográfica

Eu, que trabalho com textos, acho horrível essa reforma. Não quero ser reacionário, mas ela para mim já nasceu incompleta. Nem avançamos decididamente, no sentido de facilitar o aprendizado do nosso idioma foneticamente pelo estrangeiro (como nos idiomas espanhol, italiano e alemão, e nem mantivemos a tradição e a importante diferenciação entre algumas palavras.

domingo, 23 de março de 2008

Que bela e mística imagem, quantos pensamentos e emoções nos inspira!
Posted by Picasa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Lamentável!!!

Quem já circulou a pé pelas quadras do Plano Piloto, em Brasília, principalmente na Asa Norte, já constatou a verdadeira violência que alguns luminares perpetraram contra o projeto original da capital. A área de circulação entre os pilotis é uma marca registrada da nova capital. Tem a ver com a circulação das pessoas, com uma proposta de socialização dos vizinhos e uma nova configuração do espaço habitacional.
Pois alguns idiotas egoístas resolveram cercar com grades, barrando a livre circulação de pessoas sob seus blocos, alegando talvez integridade das pessoas (há, realmente, alguns desníveis entre um lado e outro do bloco) ou a própria segurança.
Haveria, certamente, soluções mais criativas, naturais e interessantes. Alternativas que não violassem o belo e inteligente projeto da capital.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Onde não comer em Brasília

Há na Capital Federal lugares maravilhosos para uma confraternização, um happy hour ou um almoço. Certamente, não é o caso da “Churrascaria do Lago”, porém. Eu não indicaria para o meu pior inimigo. E olha que fica num lugar agradável e muito interessante: a poucos metros do Palácio da Alvorada. Mas nem isso ajuda... Se quiser mais detalhes, escreva para o meu e-mail (casegato@gmail.com) e terei prazer em lhe responder com maiores informações, acerca de um desventurado almoço naquele local...