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sábado, 18 de julho de 2009

Curiosidades literárias - o escritor na praça

Certa vez o escritor goiano José J. Veiga contou, em uma entrevista, que sua casa havia perdido o sossego em virtude de visitas de amigos e parentes. E, sem aquele sossego necessário à elaboração da sua boa e inconfundível escritura regionalista, ele acabou por tomar uma decisão radical.
Passou na papelaria da esquina e comprou um caderno. Instalou-se no banco da pracinha próxima e, ao longo de alguns dias, escreveu um livro inteiro.
Haja disciplina e poder de concentração mental!
Dentre tantos livros inesquecíveis escritos pelo Veiga, pelo menos um deles merece figurar em qualquer estante de clássicos brasileiros: trata-se de "A hora dos ruminantes".
Está recomendado, desde sempre.

Depois de alguns passos, chegamos a Passos (MG)


Tirante o trocadilho infame do título, tudo o mais vai bem. O cansaço já está indo embora depois de uma escala em Uberaba e uma boa noite de sono aqui mesmo em Passos.
Acabo de verificar que não dei muita sorte ao Guarani, que perdeu a invencibilidade após a homenagem prestada por este blog. O mesmo havia acontecido com o Galo, na série A. Agora meus milhares de leitores corintianos pedem que eu faça uma singela homenagem ao Palmeiras...
Futebol à parte, ainda estou estudando alternativas para mais algumas esticadas nesta parca semana de viagem de férias, porque em breve os meninos voltam à escola e aí o descanso (dos pais) irá continuar em Brasília. Ribeirão Preto é uma forte candidata.
Por enquanto, só resta aguardar com mais paciência e um copo de cerveja, a hora exata de atacar um tradicional arroz com suã aqui do sudoeste mineiro. Abraços mil.

terça-feira, 14 de julho de 2009

E o Bugre não tá nem prosa...

Mais um cartum do André (http://crabjelly.zip.net/), capturando o grande momento do Guarani, que está dando um verdadeiro passeio na série B. Parecia difícil algum time (mesmo os chamados "grandes", vindos da série A recentemente) bater a campanha corintiana do ano passado. Pelo menos nos próximos anos. Mas eis que, sem barulho, o Guarani veio se impondo e lidera o campeonato invicto. O campeonato está realmente de alto nível; o Vasco que se cuide!
Exemplo de superação, uma vez que foi rebaixado no Paulista deste ano, apesar da ascenção no Brasileiro (acaba de chegar da série C).
Perdeu jogadores importantes este ano, mas soube se reestruturar.
A torcida é para que o valente Verde do Brinco de Ouro retorne logo ao lugar que lhe reserva a tradição do esporte, ele que já tem um Brasileiro na sua sala de troféus.
Quanto ao André, que me perdoe mais uma vez a apropriação (porém, sempre com o devido crédito). Espero que com isso possa enviar mais visitantes ao seu blog, cujo link está logo na primeira linha acima. Quem lá aportar, encontrará outros cartuns e charges igualmente interessantes e divertidos (tem uma do Sarney que é impagável).
E me perdoem os aficcionados leitores deste blog se mais uma vez volto ao tema futebol. Foi o Bugre e a nova visita à fértil lavoura do André.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frase (e cartum) do dia


Esta pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos...
Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Colaboração do meu primo Domingos Segatto Jr., de Itapetininga, SP.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O original

E não é que um dia desses, surfando pela web, encontrei outro blog que usa, como subtítulo, "o blog das multidões"?
Sem querer ficar "me achando", acho que comecei a fazer escola...
Só que a primeira postagem deles é posterior à minha. Well... aí resolvi acrescentar a palavrinha original ali no alto.
Não é nada, não é nada, mas já esclarece alguma coisa...

O mundo das maçãs


Certamente nenhuma outra nação, em toda a história da humanidade, produziu mais marcas e logotipos do que os Estados Unidos. McDonald's, Ford, GM, GE, IBM, WalMart, Microsoft etc, etc. Sem falar no cinema, que é uma usina de fabricar marcas, referências culturais e comerciais, e na música.
Porém, com a indústria automobilística americana balançando, a McDonald's sendo alvo de tantas críticas dos inimigos do fast food, e as outras marcas sofrendo com a concorrência na arena de um mundo globalizado, eu diria que a marca americana hoje mais forte, unânime e bem-recebida, é a silhueta de uma pequena maçã verde, já mordida.
A Apple.
Apesar de seus preços nada populares, os objetos do desejo da Apple estão presentes no mundo todo. Adorados, cultuados. Não, não estou falando disso porque tenho um exemplar. Acho que, na verdade, não tenho nada do fabricante, a não ser um programa instalado no micro. Mas o mundo está povoado de iPods, iPhones, iMacs, MacBooks... Caros, exclusivos, com arquitetura tecnológica fechada, às vezes trazendo uma configuração espartana em relação aos pródigos concorrentes, que oferecem mais programas, mais HD, mais memória, por um preço bem mais próximo do nosso bolso.
Mas sofisticados, agradáveis, arrojados. Respeitados, acima de tudo.
E sempre defendidos com unhas e dentes por seus usuários fanáticos. No mundo todo.
Que mais uma marca pode querer?
A Apple é hoje a grande marca americana para o mundo.

P.S. O título, eu tomei emprestado do homônimo do livro de contos do escritor americano John Cheever, que, desde já, está recomendado aos amantes da boa literatura.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ingredientes de uma festa alvinegra


Foi uma noite corintiana em Porto Alegre. Uma noite de um time que soube enfrentar o caldeirão do Beira-Rio, onde o dono da casa ainda não havia perdido este ano. Foi noite alvinegra, de Ronaldo, de Douglas, de Dentinho.
Teve a raça do Alessandro. A liderança do William. O talento do Douglas e do Chicão.
Teve o brilho costumeiro da dupla Elias e Christian, anulando a armação de D'Alessandro e do meio-campo inimigo. E a elasticidade do Felipe, mais uma vez salvando a meta em momentos decisivos.
E a categoria do André Santos.
Teve a inteliz campanha do presidente colorado, Fernando Carvalho, brandindo um DVD que só fez mesmo mexer com os brios do adversário.
Um árbitro jovem, tido como inexperiente, passou pelo batismo de fogo e surpreendeu pelo equilíbrio em meio ao clima de guerra criado no Beira-Rio.
Ameaças e acusações.
Há muito o que falar, mas a imprensa se encarrega disso. Da festa. Dos comentários. Das declarações e previsões para o futuro.
O Corínthians é o maior vencedor da Copa do Brasil dentre os paulistas.
É o único clube brasileiro garantido na Libertadores de 2010, ano do seu centenário. Ao contrário do rival da decisão, que venceu inúmeras decisões nos últimos anos, mas não conseguir ir ao torneio continental no ano do seu centenário.
São três títulos corintianos este ano: Copa São Paulo de Juniores, Campeonato Paulista e Copa do Brasil.
O técnico Mano Menezes mereceria uma análise à parte. Sabe, como ninguém no país atualmente, montar um time vencedor. Como montar um projeto sério e consistente, com administração e planejamento.
O Corínthians saiu estraçalhado de 2007. Em 2009 é apontado como um dos favoritos para o Brasileirão. A conquista da série B não tem valor? O Vasco que o diga...
Mas tem uma figura que veio se agigantando nos últimos jogos do fatídico mata-mata da Copa do Brasil. Chama-se Jorge Henrique. Baixinho, 1,69 de altura, é um perigo quando surge na área, cabeceando contra a meta inimiga. Corre o tempo todo. É leve, ágil, solidário. Marca o adversário quando seu time não tem a bola. Quando avança pelas laterais ou pela meia, leva velocidade e qualidade ao ataque.
Mas não é estrela. É um pequeno guerreiro.
Emocionou-se ao final do jogo. Sua conquista particular é tão importante quando a do seu time. Menino pobre, passou dificuldades. Perdeu o pai na infância. Foi criado pela tia. Venceu a vida e venceu no futebol. Driblou as necessidades, como tantos craques anônimos no interior deste país.
Para mim, é a personagem que simboliza esta campanha do Corínthians na Copa do Brasil. Sua arte, feita de humildade e surpresa.
Jorge Henrique, e seus gols decisivos. Hoje, símbolo da própria alma alvinegra numa noite de guerra e festa.

sábado, 27 de junho de 2009

Adeus, seleção! Adeus...?

O grande objetivo que motiva Ronaldo, o Fenômeno, a treinar, a perder peso (ou tentar...) e a jogar num clube brasileiro é a possibilidade de voltar à seleção e disputar mais uma copa. Dessa maneira, poderia ampliar ainda mais sua vantagem em relação aos demais goleadores das copas do mundo. E entrar de vez para o panteão dos ídolos ao lado de Zidane, Cruijf, Müller, Pelé, Garrincha, Puskas e outros.
Jogou todas as suas fichas no Corínthians que, embora popular e vencedor, acabava de voltar da série B. Já foi campeão paulista (não se pode dizer que um torneio que reúne Palmeiras, Santos e São Paulo seja de pouca importância) e é finalista da Copa do Brasil. Não é pouca coisa. O restante da equipe lhe dá suporte: uma boa defesa, um meio-de-campo consistente e um ataque rápido. Tudo de que um bom artilheiro precisa.
Os gols não têm saído na quantidade sonhada, mas aparecem nos momentos mais decisivos. Naqueles momentos em que um gol às vezes vale por dois ou três. É com essa expectativa que o "Gordinho" viaja para Porto Alegre, para a decisão contra o Inter. Um gol e a conquista, seriam a glória. Uma má atuação com a perda do título, um inferno.
A questão não é só essa. É a terrível concorrência na seleção. Estará entre os quatro atacantes? Ninguém sabe o que será da carreira e da motivação do Ronaldo caso não esteja entre os atacantes escolhidos por Dunga. E como justificar a sua convocação quando Luis Fabiano vem voando baixo, Grafite brilha no futebol alemão, Alexandre Pato (apesar de estar em ponto morto) é uma alternativa forte, Keirrisson aposta em sua carreira internacional, Fred e Adriano sonham com um renascimento nos estádios brasileiros...
É, decididamente, o Gordinho não está tendo vida fácil.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Utilidade Pública

Acabo de ouvir no rádio do carro uma informação que pode mudar minha vida. O famoso prato chamado escondidinho, que até então se pensava ser de origem pernambucana, na verdade é carioca. E surgiu de um erro na receita. Num concurso de gastronomia, a chef tentou fazer um Vaca Atolada e saiu algo, digamos... um pouquinho diferente. Não se sabe se o nome foi porque num primeiro momento a autora ficou escondidinha, com vergonha, mas depois a receita errada acabou fazendo o maior sucesso.
O mesmo locutor informa que num restaurante do Pontão do Lago Sul estão servindo o prato numa versão frutos do mar, à razão de módicos (?!) sessenta reais por cabeça. Bebidas à parte.

Ovo de Galo



Homenagem ao líder do Brasileirão (até agora), embora eu não seja atleticano...

Graças do fino traço do André. Veja essas e outras charges no link http://crabjelly.zip.net/