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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Os americanos estão de volta...


Outro dia estava pulando "de galho em galho" entre os canais de filmes na tevê, e me deparei com um filme americano sobre a Copa de 1950 no Brasil. Mais precisamente, sobre a participação dos heróis (isso mesmo, todo filme médio americano tem seus heróis, seus exemplos de superação e patriotismo etc, como nós todos sabemos...) da seleção norte-americana no jogo contra os tradicionais ingleses. Àquela altura, apesar do poderio sul-americano, os britânicos eram os donos da bola. A julgar pelas informações do filme, eles se deram ao luxo de deixar alguns titulares em casa, mas ou menos como faria uma seleção de basquete americana que fosse disputar um título mundial.
O filme (se não me engano se chama "O jogo das suas vidas" ou algo assim, acho que o título é outro em português) retrata a seleção como um grupo de amadores que irá defender as cores do seu país por puro patriotismo. Nem uniforme eles têm. O futebol, que eles chamam de soccer em oposição ao football, que para eles é outra coisa, não era, na época, nem um pouco conhecido ou valorizado por lá. Até hoje, ainda é coisa de negros e latinos, imaginem.
Bem, a verdade é que os yankees bateram os bretões por um a zero, numa das maiores surpresas de todas as Copas, só superada pela vitória da Coréia do Norte sobre a Itália em 1966.
O duelo volta a se repetir daqui a alguns dias nesta Copa. Aí, fico aqui pensando com meus botões: e se a história se repete, com os ingleses virando fregueses de caderneta? O jogo que entrou para a história em Belo Horizonte completa sessenta anos.
A Inglaterra está muito forte para esta Copa; é uma das favoritas. Mas os americanos também evoluíram muito a partir de lá. E, a cada nova Copa, dão mais trabalho. É só lembrar o sufoco que passamos com eles em 94.
É, vai ser um jogo bom de se ver, mesmo com caneladas e chutões. Esse eu não quero perder...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Futebol que não acaba mais...

Noite de sexta-feira. Enquanto me recupero de uma pequena cirurgia na boca, resolvi navegar um pouco na web. Quase todos os sites falam a respeito dos campeonatos em andamento. A Libertadores vai se afunilando. A Copa do Brasil já está só por quatro sobreviventes (Santos, Grêmio, Vitória e o surpreendente Atlético Goianense). E a Copa do Mundo está aí, agigantando-se aos nossos olhos. As copas européias também estão às portas da decisão...
Além disso, amanhã começa a série A do Brasileirão.
Então, o que mais faltava?
Pois não é que ainda tinha mais bola pra rolar?
Na série B, a briga está começando hoje. Bahia, Portuguesa, América de Minas, Vila Nova, Bragantino, Ponte Preta... todos estão em campo, em quatro jogos. Isso para falar apenas dos times de tradição.
É, acho que depois da Copa não vamos poder nem ouvir falar em futebol...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Cáxara de fórfi

A charge desta vez vem do blog piracicabano Cáxara de Fórfi, cujo nome é uma brincadeira com o sotaque característico da região, orgulho do interior paulista. No embalo da boa fase do XV de Piracicaba, um dos clubes mais tradicionais do estado, o cartunista (já nosso conhecido) André deita e rola nas charges. Mesmo quando, no caso acima, as coisas não correram conforme o esperado diante de outra leganda do futebol paulista interiorano, a Ferróviária de Araraquara. O endereço é http://www.caxaradiforfi.blogspot.com/ . Boa diversão.

A guerra dos Tablets

Pois é. Estava demorando mesmo para acontecer. A ASUS anunciou que vai colocar no mercado um tablet (Eee Pad) para concorrer com o iPad, da Grande Maçã, a febre do momento. Ninguém fica indiferente ao novo brinquedo da Apple: ou ama ou odeia. Mas parece que a tendência veio mesmo para ficar. E antes que iPad vire sinônimo de tablet... apareceu um pequeno rival para participar da brincadeira. O preço anunciado? os mesmos U$ 500 do modelo mais barato do iPad (16 GB). Porém, a configuração do novo participante da briga ainda não foi difundida...
Será que a coisa pegou mesmo...?

domingo, 7 de março de 2010

Envergonhado

Seria uma boa frase da semana, se não fosse a do ano. Ou talvez da década. Pois não é que o nosso pobre e saudoso ex-governador Joaquim Roriz ficou envergonhado com os escândalos envolvendo o atual governo do DF, e alguns parlamentares das nossas paragens? Verdade! Quem quiser duvidar, que leia novamente:
"É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha." Poxa, mas esse nosso Arruda é mesmo porreta. Mexeu até mesmo com os brios do nosso já tão abalado ex-governador... Imaginem, ele, que há não muito tempo precisou até mesmo renunciar ao seu mandato, agora passar por uma vergonha dessas?!
Isso não se faz, doutor Arruda!
Fico imaginando nosso bom e tão comovido ex-governador, ex-senador e tudo o mais, chegando às lágrimas com a vergonha da corrupção, do mar de lama, da desfaçatez, das improbidades administrativas...
Logo nosso Roriz, tão... distante de tudo isso! Logo ele será forçado a repetir a frase indignada que proferiu em seu discurso de despedida na tribuna do Senado: "Em que tempos nós estamos!".
Como já dizia Cícero, em outro Senado há cerca de dois mil anos de distância (mas como soa atual...!) : "O tempora! O mores!".

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Carnaval

 
Mesmo quem não gosta da folia, há de concordar que o Carnaval é uma festa com muitos adeptos. Oportunidade para muitos temas e criações. O mundo inteiro se volta para o Brasil, com seus desfiles, mulheres bonitas, música, alegria... bem, mas chega de teorizações.
Eu já havia me esquecido do carnaval, quando dei de cara com este cartum no site do Pablo Carranza (ver logo abaixo). O desenho é do Jean (Pablo, eu não sei muito mais do que isso...!), que mostra ser um artista de primeira, apesar da pouca informação a seu respeito. Não só pelo traço, mas pelo talento de mostrar, em uma cena, toda a malícia, a sensualidade, a picardia e a gaiatice do espírito do carnaval. 
Ou seja, incorporei mais um cartum alheio. Mas não podia deixar de ser, apesar de o carnaval já haver passado. Foi uma homenagem ao talento do artista. Parabéns!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

GRAFITTI



O poema abaixo, de autoria de Paulo Leminski, foi grafitado numa parada de ônibus da Asa Norte, aqui em Brasília. Ninguém pode duvidar do bom gosto e do espírito de luta do autor (da obra visual). Quanto ao saudoso Leminski, esse dispensa comentários...

Cansei da palavra polida
por anjos de cara pálida
palmeiras batendo palmas
ao passarem paradas.

Agora eu quero a pedrada
chuva de pedra palavras
distribuindo pauladas.

Eis que desapareci por uns tempos...

Começo lembrando um velho e saudoso amigo de Itapeva, o Celso Vasconcelos. Bem-humorado, excelente piadista. Ele dizia que piada tem época, tem fase propícia. Aí elas brotam do chão, do ar, dos céus, das águas... Às vezes a safra seca. Ou falta tempo. Ou mesmo o tal espírito da época.
Pois bem. Se estivesse entre nós, e consequentemente antenado com nosso tempo, talvez dissesse o mesmo dos blogs. Os posts às vezes parecem jorrar aos borbotões com idéias, tiradas, imagens, fotos... E às vezes, é uma seca danada. Foi o que aconteceu aqui com esta popular e humilde tribuna, e seu condutor.
Apesar de estar em férias, andei afastado destas páginas "manuscritas".
Agora, volto, e com uma sugestão. O blog do Pablo Carranza está cada vez melhor. Tiras, desenhos, traços surpreendentes. Olha aí uma das últimas do garoto, a respeito do BBB. Logo para o meu amigo Maximiano Moreira, aficcionado pelo Big Brother do Plim-plim...

O Pablo Carranza é um cartunista premiado, e seu blog fica em http://www.pablocarranza.com/
Até a próxima.
Em tempo: melhor não falar nada sobre os sustos, a tensão e a estréia nervosa do Timão na Libertadores 2010...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Leituras de final de ano


Por uma dessas razões imponderáveis da vida, em meio a tantas correrias de final de ano, consegui ler alguma coisa interessante. Por exemplo, outro livro do John Fante, de quem havia apreciado o "1933 foi um ano ruim" (vide comentário no arquivo de posts anteriores). Desta vez foi "Pergunte ao pó", publicado em vida (se não me engano, a edição de 1933 é póstuma). Tido como seu principal livro, ele soa denso e nervoso, às vezes quase brutal. Porém, parece ter um ritmo espontâneo, não marcado previamente, não estudado. Os episódios vão se sucedendo dentro de uma trama banal, que acompanha o candidato a escritor Arturo Bandini (protagonista também em outro livro) em uma desastrada evolução (ou não...) na busca da realização profissional e amorosa.
No início, temos a impressão de que a história não quer engrenar. Episódios banais, mesmo os primeiros desencontros com a garçonete mexicana Camilla, soam artificiais e fora do tom. Depois, vai ganhando intensidade, e nos flagramos acompanhando o destino das personagens. Bukovski dizia que Fante era (é) um escritor que não tem medo das emoções. O livro parece confirmar isso, em seu estilo irregular de narrativa e escrita. Ao final, deixa um gosto amargo na boca do leitor. Afinal, o que restou além da loucura e da miséria das personagens...?
Depois, fui conhecer o lançamento do Veríssimo, "Os Espiões". Incrível como, para nosso deleite, sua maneira de escrever textos mais longos vai se cristalizando. Eu o li depois de uma aventura não tão bem sucedida com "A décima segunda noite", uma comédia inspirada em Shakespeare ("Noite de Reis"), onde o narrador é um papagaio que conhece Flaubert e cita o próprio autor de "Romeu e Julieta", mora em Paris e está a caminho da morte.
O livro mais recente, no entanto, é leve e tem um ritmo delicioso. A trama, muito engraçada, fisga o leitor desde a primeira página, a exemplo dos policiais, e de seus primos mais distantes, os romances de espionagem. Um mau-humorado e etílico funcionário de uma pequena editora recebe uma correspondência misteriosa, de uma candidata a escritora que está escrevendo sobre sua própria vida. E no final, promete suicidar-se. Mora em uma cidade pequena e desconhecida, no interior do Rio Grande. Obviamente, o protagonista e seus amigos irão se envolver com a situação e encetar uma desastrada aventura rumo à cidadezinha de Frondosa e seus malucos habitantes.
Bem, já valeu o dezembro...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Tugas, Franceses e Eslovenos vão à Copa


Ontem foi fechado o grupo de países que irão à Copa da África do Sul. A gente acaba torcendo por este ou por aquele país, devido àquelas nossas paixões encalacradas e simpatias menos explícitas. Torci pela pequena  Eslovênia contra a gigante Rússia. Os surpreendentes eslovenos foram os corajosos pioneiros na separação da Iugoslávia. Adoram futebol. Tanto que o primeiro-ministro, cumprindo promessa, engraxou as chuteiras dos seus heróis ainda no vestiário. O que classificou o país, na verdade, foi o gol marcado no jogo de ida, na casa do inimigo. E assim, essa geração eslovena vai criando uma tradição para o país.
Teremos um companheiro de língua portuguesa na Copa, os Tugas, d´Além-mar. Mas confesso que apesar da irmandade e dos três ex-corintianos na seleção (Deco, Liedson e Pepe), torci para a Bósnia. Foi o país que mais sofreu no mesmo conflito iugoslavo. Além disso, tem uma equipe rápida e com um ataque forte. Faltou ali o Ibrahimovic, que desde algum tempo optou por jogar com os suecos, que também ficaram fora da Copa.
O Uruguai, ex-campeão, conseguiu passar pela repescagem. Ótimo para o prestígio da nossa América do Sul no esporte.
E eu, claro, não iria torcer pelos nossos carrascos franceses. A Irlanda é um time valente e muito mais simpático. Porém, em Paris, a França tratou de usar o garfo para carimbar o passaporte. Na foto acima pode-se ver a mão enorme do Henry conduzindo a pelota, para a vista grossa do árbitro. É por isso que, da mesma maneira que eu defendo pontos corridos para os grandes campeonatos regionais e estatudais (mata-matas só em copas, jamais em campeonatos), eu clamo por ARBITRAGEM ELETRÔNICA. Chega de Simons, Aragões e Zé Aparecidos, que ditam o resultado de jogos e campeonatos.
Por último, a Grécia conquistou sua vaga heroicamente, jogando com chuva e a cinco graus abaixo de zero em Donetsk, na Ucrânia. E vencendo na casa do inimigo.
É, essa Copa promete...