Um ponto de encontro para quem quer discutir literatura, informática, política, esportes, e outros babados mais...
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quarta-feira, 30 de maio de 2012
Livros que a gente nunca esquece...
Não faço a menor ideia de quantos livros já li nesta vida. Já ouvi dizer que há pessoas que, tão organizadas, anotam num caderno todos os livros e filmes que assistem. Imagine se eu conseguiria fazer isso! Nem em outra vida.
Mas há livros que não precisam ser anotados. Eles simplesmente ficam gravados em nossa memória para sempre. Como esquecer as aventuras dos "Meninos da Rua Paulo", do húngaro Férenc Mólnar, que li aos doze anos depois de ganhar de presente de fim de ano do professor João Castilho ainda lá em Itapeva? E assim como Drummond, devorei "Robinson Crusoe", quem sabe também em um distante quintal da minha infância. E acho que foi também por essa época que li aquele estranho "A revolta dos anjos", do Anatole France.
E - pasmem! - li um conto policial interessante e não gostei. Não vou me lembrar qual, mas acho que era "O último adeus de Sherlock Holmes". Àquele garoto do interior, sem condições de viajar pelo mundo, os livros me mostraram muito mais: as profundezas das "Vinte Mil Léguas Submarinas" e de outra viagem ao centro da terra. Os piratas de Emílio Salgari e de Somerset Maughan, e as terras inalcançáveis do Nunca.
Mas somos feitos também dos livros que não lemos.
Eles povoam nosso imaginário como fantasmas.
Ainda vou ler "Quo Vadis". E "O senhor dos Aneis". E "Guerra e Paz". E tantos outros. E reler os livros de que já me esqueci.
Outro dia parei diante da TV para assistir ao "Piratas do Caribe", o terceiro filme da tetralogia. Bonito, inventivo, instigante. Acho que eu poderia dizer mesmo... fascinante, cheio de surpresas. E os efeitos especiais então?
Mas parecia que faltava algo.
O cinema - e não só o americano - ficou rápido, maravilhoso demais, sem fôlego.
Sinto falta das pausas. Dos silêncios. Dos espaços em branco.
De um cheiro de papel velho, de livro antigo, encontrado no fundo de um porão.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Tecnologias outras...
Outro dia, conversando com meu amigo Fernando Vaz, acabei relembrando dos tempos em que batucava na minha velha e saudosa máquina de escrever Olivetti, ao invés dos teclados eletrônicos de desktops e notebooks.
Que coisa! O que são a vida, o tempo, a evolução!Meu filho tem dezesseis anos, e deve ter visto uma máquina de escrever só em ilustração. Acho que nunca tocou de verdade em uma. Minha caçula então, nem se fala. E no entanto, o pai escreveu tantos textos, primeiro em uma Hermes portátil, depois em duas Olivetti. Tá certo, foi no século passado. Mas parece que foi há quase cem anos.
Máquina fotográfica, tive uma Nikon maravilhosa, profissional. Hoje, não serve nem para museu. Quem adivinharia que um dia a Kodak iria pedir concordata, por ter perdido a liderança e o monopólio da indústria fotográfica, ela que imperou até mesmo na máquina do cinema americano?
Bem, são pensamentos malucos (mas não necessariamente saudosistas) de um domingo de carnaval...
Acho que a tecnologia sempre faz o mundo melhor. O que o homem faz do mundo e da tecnologia é que é a questão.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Homem-aranha, 50 anos
Quem nunca se divertiu com as aventuras do rapaz da teia, aí abaixo?
Parabéns, Aranha! Apesar da fantasia, da radioatividade e da teia, talvez o mais humano dos super-heróis que inventaram...
Parabéns, Aranha! Apesar da fantasia, da radioatividade e da teia, talvez o mais humano dos super-heróis que inventaram...
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Os americanos estão de volta...
Outro dia estava pulando "de galho em galho" entre os canais de filmes na tevê, e me deparei com um filme americano sobre a Copa de 1950 no Brasil. Mais precisamente, sobre a participação dos heróis (isso mesmo, todo filme médio americano tem seus heróis, seus exemplos de superação e patriotismo etc, como nós todos sabemos...) da seleção norte-americana no jogo contra os tradicionais ingleses. Àquela altura, apesar do poderio sul-americano, os britânicos eram os donos da bola. A julgar pelas informações do filme, eles se deram ao luxo de deixar alguns titulares em casa, mas ou menos como faria uma seleção de basquete americana que fosse disputar um título mundial.
O filme (se não me engano se chama "O jogo das suas vidas" ou algo assim, acho que o título é outro em português) retrata a seleção como um grupo de amadores que irá defender as cores do seu país por puro patriotismo. Nem uniforme eles têm. O futebol, que eles chamam de soccer em oposição ao football, que para eles é outra coisa, não era, na época, nem um pouco conhecido ou valorizado por lá. Até hoje, ainda é coisa de negros e latinos, imaginem.
Bem, a verdade é que os yankees bateram os bretões por um a zero, numa das maiores surpresas de todas as Copas, só superada pela vitória da Coréia do Norte sobre a Itália em 1966.
O duelo volta a se repetir daqui a alguns dias nesta Copa. Aí, fico aqui pensando com meus botões: e se a história se repete, com os ingleses virando fregueses de caderneta? O jogo que entrou para a história em Belo Horizonte completa sessenta anos.
A Inglaterra está muito forte para esta Copa; é uma das favoritas. Mas os americanos também evoluíram muito a partir de lá. E, a cada nova Copa, dão mais trabalho. É só lembrar o sufoco que passamos com eles em 94.
É, vai ser um jogo bom de se ver, mesmo com caneladas e chutões. Esse eu não quero perder...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Futebol que não acaba mais...
Noite de sexta-feira. Enquanto me recupero de uma pequena cirurgia na boca, resolvi navegar um pouco na web. Quase todos os sites falam a respeito dos campeonatos em andamento. A Libertadores vai se afunilando. A Copa do Brasil já está só por quatro sobreviventes (Santos, Grêmio, Vitória e o surpreendente Atlético Goianense). E a Copa do Mundo está aí, agigantando-se aos nossos olhos. As copas européias também estão às portas da decisão...
Além disso, amanhã começa a série A do Brasileirão.
Então, o que mais faltava?
Pois não é que ainda tinha mais bola pra rolar?
Na série B, a briga está começando hoje. Bahia, Portuguesa, América de Minas, Vila Nova, Bragantino, Ponte Preta... todos estão em campo, em quatro jogos. Isso para falar apenas dos times de tradição.
É, acho que depois da Copa não vamos poder nem ouvir falar em futebol...
terça-feira, 27 de abril de 2010
Cáxara de fórfi
A charge desta vez vem do blog piracicabano Cáxara de Fórfi, cujo nome é uma brincadeira com o sotaque característico da região, orgulho do interior paulista. No embalo da boa fase do XV de Piracicaba, um dos clubes mais tradicionais do estado, o cartunista (já nosso conhecido) André deita e rola nas charges. Mesmo quando, no caso acima, as coisas não correram conforme o esperado diante de outra leganda do futebol paulista interiorano, a Ferróviária de Araraquara. O endereço é http://www.caxaradiforfi.blogspot.com/ . Boa diversão.
A guerra dos Tablets
Pois é. Estava demorando mesmo para acontecer. A ASUS anunciou que vai colocar no mercado um tablet (Eee Pad) para concorrer com o iPad, da Grande Maçã, a febre do momento. Ninguém fica indiferente ao novo brinquedo da Apple: ou ama ou odeia. Mas parece que a tendência veio mesmo para ficar. E antes que iPad vire sinônimo de tablet... apareceu um pequeno rival para participar da brincadeira. O preço anunciado? os mesmos U$ 500 do modelo mais barato do iPad (16 GB). Porém, a configuração do novo participante da briga ainda não foi difundida...
Será que a coisa pegou mesmo...?
Será que a coisa pegou mesmo...?
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domingo, 7 de março de 2010
Envergonhado
Seria uma boa frase da semana, se não fosse a do ano. Ou talvez da década. Pois não é que o nosso pobre e saudoso ex-governador Joaquim Roriz ficou envergonhado com os escândalos envolvendo o atual governo do DF, e alguns parlamentares das nossas paragens? Verdade! Quem quiser duvidar, que leia novamente:
"É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha." Poxa, mas esse nosso Arruda é mesmo porreta. Mexeu até mesmo com os brios do nosso já tão abalado ex-governador... Imaginem, ele, que há não muito tempo precisou até mesmo renunciar ao seu mandato, agora passar por uma vergonha dessas?!
Isso não se faz, doutor Arruda!
Fico imaginando nosso bom e tão comovido ex-governador, ex-senador e tudo o mais, chegando às lágrimas com a vergonha da corrupção, do mar de lama, da desfaçatez, das improbidades administrativas...
Logo nosso Roriz, tão... distante de tudo isso! Logo ele será forçado a repetir a frase indignada que proferiu em seu discurso de despedida na tribuna do Senado: "Em que tempos nós estamos!".
Como já dizia Cícero, em outro Senado há cerca de dois mil anos de distância (mas como soa atual...!) : "O tempora! O mores!".
"É tão vergonhoso, é tão escandaloso, e eu fico numa indignação, eu fico numa vergonha." Poxa, mas esse nosso Arruda é mesmo porreta. Mexeu até mesmo com os brios do nosso já tão abalado ex-governador... Imaginem, ele, que há não muito tempo precisou até mesmo renunciar ao seu mandato, agora passar por uma vergonha dessas?!
Isso não se faz, doutor Arruda!
Fico imaginando nosso bom e tão comovido ex-governador, ex-senador e tudo o mais, chegando às lágrimas com a vergonha da corrupção, do mar de lama, da desfaçatez, das improbidades administrativas...
Logo nosso Roriz, tão... distante de tudo isso! Logo ele será forçado a repetir a frase indignada que proferiu em seu discurso de despedida na tribuna do Senado: "Em que tempos nós estamos!".
Como já dizia Cícero, em outro Senado há cerca de dois mil anos de distância (mas como soa atual...!) : "O tempora! O mores!".
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Carnaval
Mesmo quem não gosta da folia, há de concordar que o Carnaval é uma festa com muitos adeptos. Oportunidade para muitos temas e criações. O mundo inteiro se volta para o Brasil, com seus desfiles, mulheres bonitas, música, alegria... bem, mas chega de teorizações.
Eu já havia me esquecido do carnaval, quando dei de cara com este cartum no site do Pablo Carranza (ver logo abaixo). O desenho é do Jean (Pablo, eu não sei muito mais do que isso...!), que mostra ser um artista de primeira, apesar da pouca informação a seu respeito. Não só pelo traço, mas pelo talento de mostrar, em uma cena, toda a malícia, a sensualidade, a picardia e a gaiatice do espírito do carnaval.
Ou seja, incorporei mais um cartum alheio. Mas não podia deixar de ser, apesar de o carnaval já haver passado. Foi uma homenagem ao talento do artista. Parabéns!
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
GRAFITTI

O poema abaixo, de autoria de Paulo Leminski, foi grafitado numa parada de ônibus da Asa Norte, aqui em Brasília. Ninguém pode duvidar do bom gosto e do espírito de luta do autor (da obra visual). Quanto ao saudoso Leminski, esse dispensa comentários...
Cansei da palavra polida
por anjos de cara pálidapalmeiras batendo palmas
ao passarem paradas.
Agora eu quero a pedrada
chuva de pedra palavras
distribuindo pauladas.
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